quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Turquia

Um pé lá e outro cá.
Foi uma viagem organizada, em Abril de 2001, e aterrámos em Izmir. A primeira vez que pus os pés na Ásia. Daqui faríamos um circuito em autocarro visitando vários pontos da Turquia até terminarmos em Istambul, na Europa.
Começámos por visitar as ruínas de Éfeso, uma cidade que, na Antiguidade, era dedicada à deusa Artemis, onde se destacam a Rua de Mármore, o Templo de Adriano, a Ágora, a Biblioteca, a Casa de Banhos Pública, a Casa do Amor e o Teatro onde S. Paulo pregou aos Efésios.
Ali perto, no meio de uma floresta na montanha, visitámos a Casa da Virgem Maria, transformada em capela, onde se crê ter vivido os últimos anos da sua vida.
A cidade helenística-romana de Hieropólis é sobretudo famosa pelas ruínas da sua necrópole, caracterizada pela riqueza e diversidade dos seus túmulos e sarcófagos.
Pamukkale, local conhecido como o ‘Castelo de Algodão’, é famoso pelas suas piscinas termais de origem calcária.
Em Konya, antiga capital do império seljúcida, visitámos o antigo Convento dos Derviches Dançantes que abriga o túmulo de Mevlana, mítico islâmico e fundador da ordem dos Derviches.
No percurso parámos num Caravanserai, uma espécie de hospedaria-fortaleza onde, entre outros, se alojavam os comerciantes para descansarem das suas longas viagens e se refugiarem dos ataques dos assaltantes, e assistimos a um espectáculo étnico.
Continuámos para a Capadócia, uma região única no mundo. Andámos pelos vales de Goreme, Avcilar, Uçhisar e Vale Vermelho.
A lava e as cinzas expelidas por vulcões já extintos constituíram o ‘tufo’ muito mole que a chuva e o vento escavaram e esculpiram, formando assim as paisagens lunares tão características.
Os primeiros cristãos escolheram esta região para se refugiarem das perseguições dos romanos e foram escavando este tufo para construírem igrejas, mosteiros e cidades subterrâneas como as de Derinkuyu e Kaymakl. Estas cidades foram construídas por questões de segurança, sobretudo como protecção das investidas dos árabes, entre os séculos VII e XII, e podiam abrigar centenas de pessoas. As suas galerias eram compostas de quartos, cozinhas, lagares e a sua protecção assegurada por interessantes sistemas de defesa.
Em Ankara, capital da Turquia, visitámos o magnífico Museu das Civilizações da Anatólia que reúne, com grande rigor cronológico e histórico, testemunhos das civilizações que viveram ou passaram pela Anatólia, desde a pré-história passando pelos Hititas, Assírios, Frígios, etc.
Mausoléu erguido em honra de Mustafa Kemal Ataturk, fundador da República Turca em 1923.
À chegada a Istambul passámos da Ásia para a Europa atravessando o Bósforo pela ponte intercontinental.
O Palácio Topkapi foi habitado pela dinastia Otomana durante mais de 400 anos. É um complexo de mansões, pátios, pavilhões, mesquitas, jardins e um dos mais ricos museus do mundo, pelo seu tesouro e colecções de porcelana.
Visitámos também o Bazar Egípcio, reconstruído em 1943 sobre um antigo mercado de especiarias, cheio de animação e o Hipódromo Romano (séc. III-IV d.C.), na Praça de Sultanahmet, onde decorriam importantes acontecimentos desportivos e sociais de Constantinopla.
A Mesquita de Sultão Ahmet, do séc. XVII, é única no mundo com 6 minaretes. O seu interior está coberto com mais de 20.000 azulejos de Iznik cuja principal cor dá o nome pelo qual é mais conhecida – Mesquita Azul.
Santa Sofia, construção do séc. VI, obra-prima da arquitectura bizantina, era na altura considerada a maior igreja do mundo cristão. Após a conquista de Istambul (1453) pelos turcos foi transformada em mesquita. Deixou de ser lugar de culto em 1935 para passar a museu.
Por último demos um passeio de barco pelo Bósforo admirando a bonita costa europeia e asiática com os seus palácios, jardins, fortalezas e casas de madeira.
Foram os últimos momentos com a nossa querida guia que falava um português desembaraçado e com a minha companheira nesta viagem. (um abraço, Fátima)
O Bósforo é um estreito que liga o Mar Negro ao Mar de Mármara e marca o limite dos continentes asiático e europeu. Tem um comprimento de aproximadamente 30 km e uma largura de 550 a 3000 m. A sua profundidade varia de 36 a 124 m no meio do estreito.

- ÁSIA -

Parte oriental da Eurásia, é o maior continente da Terra e também o mais populoso. A Ásia costuma ser definida como a porção da Eurafrásia (o conjunto África-Ásia-Europa) que se encontra a leste do mar Vermelho, canal de Suez e montes Urais, e ao sul do Cáucaso e dos mares Cáspio e Negro.
É banhada a leste pelo oceano Pacífico, ao sul pelo oceano Índico e ao norte pelo oceano Ártico. Um continente que encanta…

domingo, 19 de dezembro de 2010

Egipto


Seguimos numa viagem organizada, mas os tempos livres concedidos permitiram aventurarmo-nos de táxi pelas movimentadas ruas do Cairo e visitar, por exemplo, a Mesquita de Alabastro, que oferece vistas generosas da cidade.


Mesquita de Alabastro

Visitámos o Museu do Cairo, com um espólio excepcional de história faraónica, uma casa de papiro e os souks de Khan El Khalili, um original mercado oriental, cuja história remonta ao século XIV.

E, claro está, visita obrigatória ao planalto de Gizé, símbolo do Antigo Egipto com as suas 3 pirâmides: Kheops (a maior, construída no ano de 2690 a.C, uma das 7 Maravilhas do Mundo), Kephren e Mykerinos, guardadas pela célebre Esfinge com corpo de leão e rosto de faraó.

E enquanto o grupo, à noite, preferiu ficar no aconchego do hotel, meti-me num táxi e regressei ao planalto para assistir a um espectáculo de luz e som em frente à esfinge e às pirâmides.

Voo com destino a Luxor e visita ao Vale dos Reis e das Rainhas e Colossos de Memnon, na margem ocidental.

Colossos de Memnon

Na margem oriental, visita ao magnífico Templo de Karnak onde regressámos mais tarde para assistir a um espectáculo de luzes sobre os templos e o lago, passando assim uma noite de Natal diferente. Isto em 2007.


Já instaladas no barco, iniciámos a navegação Nilo acima a partir de Luxor. (abração, Marina)

Felizmente (para os meus parâmetros), o cruzeiro em que se alojou todo o restante grupo ficou sobrelotado, o que nos deu a possibilidade de ficar num outro muito mais pacato.


Ideal para apreciar, ler, conversar, ouvir música, meditar...


... contemplar, silenciar....


... relaxar e experimentar outras actividades...


Esna

Os barcos alinhados esperam a passagem nas comportas de Esna, facto que permite aos vendedores locais abeirarem-se dos navios com os seus produtos, em pequenas lanchas.




Retomamos o Cruzeiro no Nilo no dia seguinte.


Edfu

Em Edfu visita ao templo, morada do deus Hórus. Continuação da navegação para Kom Ombo onde visitámos o templo dedicado a Sobek, o deus-crocodilo e a Haroéris.


Kom Ombo

Chegada a Assuão e visita ao Templo de Philae, dedicado à deusa Ísis. Construído na época ptolomaica, o complexo foi desmontado e mudado para a Ilha de Agilkia, por intervenção da UNESCO, sendo assim salvo das águas da barragem de Assuão.


Templo de Philae; mercado de Assuão

De madrugada, viajámos de autocarro para Abu Simbel para visitar os famosos templos talhados na rocha. Daí regressámos de avião a Assuão e novamente ao Cairo.

Abu Simbel é um complexo arqueológico constituído por dois grandes templos escavados na rocha, situados no sul do Egipto, perto da fronteira com o Sudão, numa região denominada Núbia. Os templos foram mandados construir pelo faraó Ramsés II em homenagem a si próprio e à sua esposa preferida, Nefertari. O Grande templo de Abu Simbel é um dos mais bem conservados de todo o Egipto.

No entanto, este não é o seu local de construção original. O complexo foi transladado durante a década de 1960, com a ajuda da UNESCO, para não ficar submerso devido à construção da barragem de Assuão e do consequente aumento do caudal do rio Nilo.
Quando a barragem foi concluída, em 1970, muitas aldeias Núbias ficaram submersas sob as águas do lago de retenção, ao qual foi dado o nome de Lago Nasser.