quarta-feira, 30 de abril de 2014

Ilhas Baleares

Viagem de cerca de 10 dias, na altura da Páscoa, em abril, a duas das Ilhas Baleares, Maiorca e Minorca, com início em Palma e término em Maó, com uma travessia marítima de Alcudia para Ciutadella.
Comprei os bilhetes de avião, reservei as duas primeiras noites e comprei a travessia marítima para um dia em promoção. Fiz isto online ao fim do dia da véspera da partida. Depois foi fazer rapidamente "as malas" (uma pequena mochila) e dirigir-me, ainda de madrugada, para o aeroporto de Lisboa. Voei com a Vueling às 9h00 e fiz escala em Barcelona. Boas ligações na viagem de ida mas de longa espera na noite de regresso, na opção mais económica do bilhete. Cheguei a Palma depois do almoço, servido a bordo.
Maiorca, situada a 82 km da costa da Península Ibérica, é a maior das Ilhas Baleares com 3640 Km² e 676.000 habitantes. Apesar da sua reduzida dimensão, apresenta uma paisagem muito variada, com planícies na região central e a imponente Serra da Tramuntana, situada a Oeste.
Palma (anteriormente Palma de Maiorca), cidade cosmopolita com a fisionomia duma capital de veraneio, é a sede do governo da Comunidade Autónoma das Ilhas Baleares desde 1983 e a capital do arquipélago com cerca de 300.000 habitantes.
Apanhei um autocarro regular no aeroporto e dirigi-me para o centro histórico. Pousei o saco no quarto da Hostal Central Palma e saí para explorar a cidade que, além de ser a maior do arquipélago, é também a mais rica em monumentos e está repleta de vestígios dos vários povos que pelas ilhas passaram.
Palma 
Constituindo outrora um importante porto de escala nas viagens entre a Europa e a África, as ilhas foram alvo de aguerridas invasões. Sabe-se que a ocupação humana data de pelo menos 4000 a.C, tendo, depois disso, sofrido invasões por parte dos Fenícios, Gregos, Cartagineses (Aníbal era natural de Ibiza), Romanos, Vândalos, Bizantinos, Muçulmanos, Catalães, Aragoneses, Ingleses, Franceses e finalmente Espanhóis. Todos estes povos acabaram por mudar o curso da história das ilhas e deixaram testemunho da sua permanência, quer na paisagem, na arquitetura, na gastronomia, no vestuário, na cerâmica, na cultura, etc.
Palma possui um harmonioso centro histórico com admiráveis monumentos e palacetes de influência mourisca, entre outras pérolas arquitetónicas. É um labirinto fascinante de ruas estreitas, com vielas que relembram uma medina, flanqueadas por edifícios de pedra ocre. Com exceção de alguns locais mais movimentados, as ruas são muito tranquilas.
Passando pela Igreja de Santa Eulália, fui dar à praça onde se situa o Ajuntament de Palma, a Câmara Municipal, um edifício do séc. XVII, com fachada barroca.
No hall da entrada, encontra-se um conjunto de gigantes e cabeçudos, que terão tido origem em festejos da procissão de Corpus Christi, alguns dos quais participam regularmente em danças e desfiles, acompanhados do Drac de na Coca, um crocodilo mítico que sai cuspindo fogo e fumaça nos festivais.
Saindo das ruas e becos mais escuros, deparamo-nos com a singular Catedral gótico-gaudiana, ao lado da qual se situa o Palácio Real de L' Almudaina, o Alcázar Real, em cujos muros se reconhece a história das ilhas desde os assentamentos megalíticos. Sediou o reino independente de Maiorca durante os reinados de Jaime II, Sancho I e Jaime III, até que passou, com Pedro IV, para a Coroa de Aragão.
O castelo é o resultado da modificação da fortaleza muçulmana que começou em 1281 e é composto por uma torre retangular que abrigou o Palácio do Rei, o Palácio da Rainha, a sala Tinell, a Capela Real e vários pátios. Atualmente é residência oficial da família real espanhola, sendo utilizado para cerimónias e receções durante o verão.
Visitei L'Almudaina no dia da chegada e tive sorte: dia de entrada grátis para europeus.
E aqui debruçamo-nos sobre as muralhas da cidade velha, o lago artificial e o Ses Voltes, um dos espaços recuperados de lazer e cultura da cidade de Palma. A sua localização privilegiada, ao pé da Catedral e ao lado do Parc de la Mar faz com que este seja um local sempre movimentado.
Três quilómetros a sudoeste, ergue-se em posição dominante, no alto de um morro a 112 metros acima do nível do mar, o Castelo de Bellver construído no início do século XIV pelo rei Jaime II de Aragão e foi utilizado como prisão militar séculos mais tarde.
Atualmente é uma das principais atrações turísticas da ilha, desfrutando-se, do alto de seus muros, de uma vista panorâmica sobre a cidade e o seu porto, a serra de Tramuntana e o planalto central da ilha.
Maiorca é um destino de férias muito popular, em especial a cidade de Palma que fica situada a sul da ilha, numa baía famosa pelos seus fantásticos pores-do-sol. As praias da baía são muito concorridas no verão, em particular o extenso areal de 5 km da Praia de Palma que visitei ao fim de tarde.
Como visitei Palma na Páscoa, encontrei a Catedral aberta para a celebração da Missa Crismal e, no dia seguinte, para a chegada da Procissão del Sant Crist de la Sang. Esta procissão foi para mim uma surpresa pois nunca havia assistido a algo do género.
A procissão do Santo Sangue de Cristo está documentada desde 1154 e é um dos mais importantes eventos da Semana Santa. Começa à noite na Iglesia de La Sang, a igreja do Hospital Geral de Palma, e participam nela trinta confrarias da cidade que criam uma atmosfera medieval percorrendo as ruas do centro até à Catedral.
As irmandades usam túnicas coloridas de cores diferentes com as suas insígnias e capuzes pontiagudos que cobrem o rosto. São "os nazarenos" ou penitentes anónimos que fazem a caminhada silenciosa da "Entrada de Jesus em Jerusalém".
Cada fraternidade é acompanhada por um grupo musical, cuja bateria bate o ritmo da marcha. A imagem religiosa da Paixão de Cristo mais importante da procissão é a figura do " Crist de la Sang ". Só depois de os penitentes receberem as suas bênçãos é que podem começar as celebrações da Páscoa.
Fora de Palma há outros locais que vale a pena visitar e formas interessantes de o fazer. Assim, depois do pequeno-almoço que tomei no bar da hostel, dirigi-me para a Praça de Espanha onde apanhei o característico comboio para Sóller.
Atravessamos então a bonita Serra de Tramuntana (serra do Vento Norte) que corre ao longo da costa noroeste de Maiorca. Esta cordilheira calcária com cerca de 100 Km de extensão atinge a sua maior altitude aos 1445m, no Puig Major. A viagem de comboio permite-nos apreciar esta bela e tranquila paisagem de montanha, a zona mais escarpada da ilha, onde se situam algumas vilas e praias pitorescas.
Chegamos a Sóller, pequena povoação com casas de pedra, e aqui apanhamos o elétrico para o Porto de Sóller, que entra na aldeia correndo ao longo da estrada à beira-mar. Port de Sóller oferece-nos um cenário magnífico de montanha e mar e é também uma boa base para passeios e caminhadas.
Port de Sóller
Voltei a Palma e, no dia seguinte, apanhei um autocarro, também na Praça de Espanha, para a zona norte da ilha, mais propriamente para Port de Pollença, estância balnear situada na baía de Pollença.
Port de Pollença
É precisamente aqui que morre a cadeia montanhosa da Tramuntana junto ao Cap Formentor, a ponta mais a Norte da ilha, dominada pelos ventos e aves marinhas.



Depois de algumas horas, continuei de autocarro para Alcúdia, outro importante núcleo turístico da ilha situado numa ampla baía do nordeste, com extensas praias de areia branca.
Alcúdia
A cidade velha de Alcúdia é cercada por uma muralha medieval e está bem preservada. As ruas são estreitas e irregulares com casas que datam do século XIII.
Alguns edifícios, de grande valor arquitetónico, retêm elementos característicos da época áurea da cidade, como os belos palácios renascentistas e rococó dos séc. XV a XVII.
Tinha a tal travessia marítima já reservada e não visitei outros pontos da ilha pois pensara que Maiorca seria muito turística nesta altura, preferindo eu passar mais tempo na pacata ilha de Minorca. Mas reconheço que Maiorca merece mais tempo para visitar outros locais, incluindo a zona leste onde se encontram interessantes grutas e vestígios arqueológicos, para além de enseadas e praias menos frequentadas. Afinal, fora da grande zona de Palma, depara-se-nos a tranquilidade bucólica de campos agrícolas a perder de vista pontilhados por aldeias remotas, uma das heranças de um passado rural maiorquino e que justifica a denominação de “Ilha da Calma”.
Em Port d' Alcúdia, onde me hospedara na Hostal Calma, apanhei de manhã cedo o ferry da Iscomar que faz a travessia, de cerca de duas horas e meia, de Maiorca para Minorca.
Travessia Maiorca - Minorca
Minorca é a segunda ilha mais extensa das Baleares, com 700 Km², e encontra-se a nordeste do arquipélago. É a mais calma e bem preservada das três grandes ilhas do arquipélago e a UNESCO declarou-a uma Reserva da Biosfera em 1993. Apesar da sua proximidade a Maiorca, tem muitas características diferenciais. Ao contrário de Maiorca não tem grandes altitudes, a principal elevação é El Toro, no centro da ilha, com 357 metros. Na ilha fala-se o minorquino, dialeto do bloco oriental da língua catalã.
Ciutadella
Situada no extremo ocidental da ilha, Ciutadella é a cidade mais populosa de Minorca. Originalmente fundada pelos cartagineses, já era a sede de um bispado no século IV. Depois de governada pelos mouros durante vários séculos sob os nomes de Medina el Jezīra e Medina Menūrqa, Ciutadella foi recapturada por Alfonso II e tornou-se parte da Coroa de Aragão. Durante a Idade Média, tornou-se um importante centro comercial.
Em 1558, a cidade foi dizimada pelos turcos. Os 3.099 habitantes de Ciutadella que sobreviveram ao cerco foram levados como escravos para a Turquia juntamente com outros habitantes de aldeias vizinhas e foram vendidos nos mercados de escravos de Constantinopla.
Até 1714 era a residência do governador da ilha, bem como sede da Universidade Geral de Minorca. A Câmara Municipal é o antigo palácio do governador árabe que mais tarde serviu como palácio real sob a Coroa de Aragão e depois de novo como palácio do governador até que os britânicos mudaram a capital para a cidade de Maó, em 1722.
A Catedral de Ciutadella, localizada no centro histórico, foi construída em 1287 sobre os alicerces de uma mesquita.
Percorri as ruas estreitas e características desta lindíssima cidade na companhia de um amistoso grupo de turistas espanhóis que tinha conhecido no barco.
E, claro, também tirámos partido das agradáveis praças, pracetas e esplanadas que por ali se nos deparam para nelas degustarmos algumas das especialidades da gastronomia local, incluindo tapas e ensaimada, um bolo típico pouco doce em forma de caracol e que é servido em geral ao pequeno-almoço ou com chá.
Fiquei alojada na Residencial Menurka, perto da "Praça das Palmeiras" que me oferecia do terraço uma bonita vista sobre o centro da cidade. E, fora deste perímetro, a possibilidade de tantos passeios pedestres agradáveis, junto à costa.
A principal característica do ambiente natural de Minorca é a diversidade ambiental existente em apenas 700 quilómetros quadrados. Assim, a ilha oferece a possibilidade de encontrar uma representação de quase todos os habitats mediterrânicos, os mais notáveis sendo as ravinas, cavernas, zonas húmidas compostas de lagoas, lagos e pântanos, dunas, costões e ilhas.
A costa norte é composta por pedras redondas e areias avermelhadas enquanto a costa sul é constituída pelos chamados “barrancos”, zonas húmidas que integram um microclima, com uma fauna e uma flora bem característica e diferenciada do resto da ilha.
Minorca é famosa pelas suas praias e enseadas de águas azul turquesa cristalinas que contrastam com a cor branca da areia fina.
 Cala en Blanes


Cala en Blanes está localizada quatro quilómetros a leste de Ciutadella. É uma enseada tranquila, com cerca de quarenta metros de comprimento, que permanece abrigada dos ventos que sopram na região.
Minorca possui também um importante património arqueológico que quase a converteu num museu ao ar livre. Próximo de Cala en Blanes localiza-se o Hipogeu de Torre del Ram, uma caverna funerária coletiva da Idade do Bronze. No interior há gravuras representando três navios e outras figuras não identificadas.
De Ciutadella dirigi-me, de autocarro, para a próxima localidade: Es Mercadal, situada no centro da ilha. Alojei-me na Hostal Jeni que dispõe também de uma piscina interior. Todas as "hostels" que reservei fora de Palma traduziram-se sempre em quartos particulares com banho privativo que iam dos 20 aos 25 euros, por vezes com pequeno-almoço incluído. Ia fazendo as reservas nas vésperas da partida e não encontrei dificuldade em fazê-lo nesta época.
Es Mercadal
A vila aloja-se no sopé do Monte Toro, o monte mais alto da ilha com 357m, onde se situa o Santuário da Virgen del Toro, padroeira da ilha de Minorca. Uma subida sem dúvida recomendada com a promessa de paisagens deslumbrantes em redor.
Vistas do Monte Toro
 Dali observamos a baía de Fornells, uma vila piscatória a 15 km.
Fornells
A vila foi fundada originalmente para servir uma pequena torre de relógio, construída no início do século XVII como defesa contra os piratas berberes para quem a baía de Fornells constituía o porto seguro perfeito. Hoje, um local bem aprazível para também saborear a deliciosa gastronomia da ilha, muito à base de frutos do mar.
Continuei então para o destino final da viagem: a capital Maó (Mahon em castelhano), 21 km a leste. Hospedei-me em Son Vilar, entre Maó e Es Castell e a curta distância destes dois locais, onde me sediei para explorar a área envolvente nos últimos quatro dias.
Es Castell


E aqui conheci um simpático casal espanhol com quem visitei alguns locais da zona, como o Fort Malborough, por exemplo. O forte, construído em 1710 pelos ingleses quando estes procuravam o controle do Mediterrâneo, foi considerado um modelo de engenharia moderna, graças à sua construção semi- -submersa e entrada única via túnel. O casal tinha alugado um carro e esta é uma boa forma de conhecer a ilha.
Cala de Sant Esteve
Mas, com tempo e boas condições atmosféricas, a ilha merece passeios mais lentos, a pé, de bicicleta ou mesmo a cavalo. Há sempre praias escondidas e recantos mais selvagens a explorar. O Camí de Cavalls, por exemplo, é um antigo caminho que percorre todo o litoral da ilha e que, no seu turbulento passado, garantia a vigilância costeira e a comunicação entre as fortificações que a protegiam dos invasores. Em Maó existem vários percursos e, a pé, aproveitei para conhecer dois locais ligados à cultura talaiótica.
Se algo caracteriza Minorca são os monumentos megalíticos, misteriosas estruturas que são fonte de inspiração para artistas e historiadores do mundo inteiro. Vestígios arqueológicos têm demonstrado que a ilha foi povoada no início da Idade do Bronze, provavelmente por habitantes da Península Ibérica e da Sardenha.
Trepucó

A cultura designada talaiótica refere-se a um importante período pré-histórico da ilha desenvolvido por uma sociedade altamente coesa e que deixou três construções típicas: talayots, navetas e taulas. Os talayots teriam várias funções: vigilância, monumento funerário ou de rituais, ou mera residência do líder da aldeia. As navetas são construções funerárias e as taulas, exclusivas de Minorca, constituem o monumento cerimonial mais emblemático de toda a ilha.

As Taulas abundam por toda a ilha e surgem no centro do recinto, supostamente um santuário. São constituídas por duas enormes pedras em forma de T, uma vertical e outra horizontal, e o seu nome deve-se ao facto de se assemelharem a uma mesa (taula é "mesa" em catalão).
Talatí de Dalt
Maó (Mahon) é a capital da ilha e sede do Conselho Insular de Minorca. A cidade está localizada no leste da ilha e é a sua segunda maior cidade, depois de Ciutadella.
A história de Maó é a história das civilizações que deixaram a sua marca nestas terras, como romanos, fenícios, gregos, árabes, cartagineses, sendo estes de destacar por terem fundado o seu famoso porto. O capítulo mais triste da história de Maó e da ilha teve lugar em 1535, com o saque da cidade pelo pirata Barbarossa.
Maó
Algumas fontes indicam que a maionese teria tido origem na cidade de Mahon e depois levada à França após a Batalha de Minorca de 1756, em que os franceses derrotaram os britânicos. O condimento era conhecido como mahonesa em castelhano e maonesa em catalão, depois popularizando-se como mayonnaise na cozinha francesa.
Maó fica ao fundo dum porto extraordinário, com cinco quilómetros de comprimento, e que é considerado como um dos melhores portos naturais, estrategicamente localizado no Mediterrâneo Ocidental.
As ocupações da ilha tinham precisamente como objetivo estratégico este porto que era muito cobiçado por piratas de todos os lados do Mediterrâneo, que aí encontravam um lugar de comércio e abastecimento ou simplesmente de refúgio.
Um dos passeios recomendados é precisamente um passeio de barco pelo porto e fi-lo num catamaran. O barco dá a volta completa ao porto e são feitos comentários históricos enquanto apreciamos a bonita paisagem. 
Observamos várias casas coloniais, pitorescas enseadas de pesca, casas "flutuantes" ou as várias ilhotas do porto, numa das quais se situa o antigo hospital de quarentena.
A duração deste passeio de barco é de uma hora e inclui paragem para visão submarina nas águas de Clot de La Mola, à boca do porto.
Aqui podemos apreciar outros dois grandes vestígios do passado: os restos do Forte San Felipe, na margem sul e a Fortaleza de La Mola, na margem norte. Esta merece, sem dúvida, uma visita e foi o que fiz no dia seguinte. De bicicleta, pois para lá ir dar é preciso contornar todo o porto. Um passeio bem agradável.
E a grande vantagem é que a fortaleza, que ocupa uma enorme área, pode ser visitada de bicicleta. Quem vai de carro, lá dentro tem que andar a pé.
A Fortaleza é um complexo militar mandado construir pela rainha Isabel II de Espanha, em 1849, com três objetivos: defender o porto, constituir a base de operações de todo o exército da ilha e servir como um bastião de segurança.
A construção foi concluída em 1875 e já estava obsoleta antes da sua inauguração devido à evolução na tecnologia de artilharia. Em 1896, iniciou-se uma segunda fase em que foram instaladas baterias e canhões de cerca de 40 km de alcance.
A fortaleza nunca foi atacada.
É o ponto mais oriental do território espanhol.
No dia seguinte, andei também de bicicleta pela costa sul percorrendo as ciclovias e os caminhos pitorescos devidamente sinalizados. Aconselha-se bicicleta de montanha já que alguns percursos são sinuosos e com piso bastante irregular.
Fui visitar Binibequer, uma urbanização à beira-mar com casas totalmente brancas típicas do mediterrâneo, lembrando as antigas casas dos pescadores.
Binibequer
No último dia, uma vez que o voo de regresso era só à noite, ainda tive tempo para me deslocar de autocarro a Cala'n Porter para visitar a Cova d'en Xoroi, uma gruta com grandes galerias transformada em bar, situada numa falésia com soberbas vistas para o mar (nos rochedos da foto em baixo, retirada da net). Azar! Estava fechada pois não abre todos os dias em época baixa. Embora o meu objetivo nesta viagem também não fosse fazer praia, ainda tinha colocado a hipótese de o fazer aqui, mas precisamente, logo neste dia, o tempo estava ventoso e ameaçando chuva... Tempo de ir embora!
Cala'n Porter
O aeroporto internacional de Minorca está localizado 4 km a sudoeste da cidade de Maó. No dia seguinte, manhã cedo, sobrevoava Lisboa.
 Vista aérea de Maiorca e Minorca