quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Polónia

O primeiro estado polaco foi criado em 966. Em 1918, após a Primeira Guerra Mundial, a Polónia era um país independente mas foi ocupada por tropas nazistas e soviéticas durante a Segunda Guerra Mundial. Com o fim do conflito, emergiu como um país comunista, integrante do bloco, sob controlo da antiga União Soviética. Em 1989, o governo comunista foi derrubado e a Polónia inaugurou a fase informalmente conhecida como "Terceira República Polaca".


Cracóvia

Cracóvia foi capital da Polónia entre 1320 e 1596. Ao contrário de Varsóvia, o seu Centro Histórico escapou à destruição durante a guerra e a ocupação comunista, estando inscrito pela UNESCO desde 1978 na lista do Património Mundial. A cidade situa-se nas margens do rio Vístula e é famosa pelos seus preciosos monumentos culturais e artísticos. Possui uma força mágica! Aqui, segundo dizem, encontra-se uma das sete pedras sagradas, misteriosas fontes de energia, situadas em distintas partes do mundo.


Chegámos a Cracóvia à tardinha e, depois do jantar no hotel, desvendámos o caminho para o centro até darmos com a praça principal ladeada de bares e discotecas de entrada livre. Fomos espreitar vários sítios só para ver o ambiente, nem chegámos a fazer consumo pois queríamos dormir cedo. Na manhã seguinte fizemos uma visita guiada com um senhor que falava português. Fomos dar àquela praça. Inadvertidamente comentei que lá havíamos estado na noite anterior. Aí o guia olhou para mim e, em tom grave, proferiu: “As discotecas são o antro do diabo!”. Percebi que a abertura recente ao ocidente não era lá muito bem vista pelos mais velhos e que devia era ficar calada…

Praça do Mercado

Rynek Glówny, a praça principal de Cracóvia, é considerada a maior praça medieval da Europa. Na sua parte central eleva-se o edifício Sukiennice. A praça do mercado está rodeada de esplêndidas casas e edifícios históricos como a belíssima Igreja gótica de Santa Maria, com as torres diferentes.


Castelo Real
Na colina de Wawel encontra-se o Castelo Real, antiga residência dos reis polacos, construído na primeira metade do século XVI. Entrou em decadência quando a Corte se mudou para Varsóvia mas hoje é possível visitar os aposentos reais, a Sala do Arsenal e o Tesouro da Coroa. A catedral de Cracóvia também fica nesse monte e abriga os túmulos de reis polacos.

Wawel e o dragão

Varsóvia, a capital, está na lista do Património Mundial da UNESCO com a sua Cidade Velha e associações com incontáveis artistas e compositores polacos como Chopin. A Praça do Mercado, em cujo centro se destaca o monumento à Sereia Sawa, símbolo de Varsóvia, está rodeada pelas casas das antigas famílias burguesas, coloridas e bem decoradas. Na parte oriental da praça ergue-se o Castelo Real, de estilo barroco com elementos góticos e fachada rococó.

Praça central, Coluna do rei Sigismund

Castelo Real

Rua Grodzka, muralhas Barbican

Fizemos uma visita a Varsóvia, deveras emocionante, com uma guia, já de certa idade, que perdera familiares nos campos de concentração. A cidade foi quase totalmente destruída na Segunda Guerra Mundial e reconstruída de acordo com os planos originais com o esforço de toda a população.


Túmulo do soldado desconhecido
Memorial ao Guetto de Varsóvia
Parque Real Lazienki e monumento a Chopin

Palácio da Cultura e Ciência

Varsóvia está agora repleta de altos prédios e edifícios, McDonald’s, Pizza Huts e outros bares ‘importados’, onde ‘a malta nova’ gosta de parar. É a invasão do capitalismo, na época dos zlotys…
 

Wroclaw

Passagem por Czestochowa, o mais antigo santuário mariano da Polónia, onde se venera a Virgem Negra. Chegámos a Wroclaw (Breslavia) à noite e visitámos a praça do mercado, de traçado medieval. Uma vez mais gostei imenso da atmosfera daquela praça central, da arquitectura dos edifícios, as casas coloridas à volta e a bonita imagem da câmara no centro.

Câmara de Wroclaw

Wroclaw


Quando deixámos a cidade passámos a ponte sobre o rio Oder. Ainda se notavam os vestígios da grande inundação de Julho desse ano, 1997, que atingiu também a República Checa.


Rio Oder

domingo, 9 de agosto de 2009

Rep. Checa e Eslováquia

ESLOVÁQUIA

Ao longo da história, partes do território actualmente ocupado pela Eslováquia pertenceram ao Império de Samo (primeira entidade política dos eslavos), Grande Morávia, Reino da Hungria, Império Habsburgo, Monarquia Austro-Húngara e Checoslováquia. A Eslováquia tornou-se independente em 1 de Janeiro de 1993, através do chamado Divórcio de Veludo.


Atravessámos a Eslováquia e parámos em Banská-Bystrica para almoçar e fazer algumas compras. Com aquela enorme e arejada praça central, adornada de casas coloridas, a cidade pareceu-me muito agradável. Além do mais, muito barata na altura. Levantei pouco dinheiro que me ‘esforcei’ por gastar antes de sair do país… Provavelmente agora já não será bem assim.

A 1 de Janeiro de 2009, a Eslováquia entrou oficialmente na Zona Euro abandonando a antiga Coroa e adoptando o Euro como moeda oficial. Na República Checa ainda circula a Coroa mas, como membro da União Europeia, o país tem planos para adoptar o Euro como moeda nacional em 2012.


REPÚBLICA CHECA

As terras checas emergiram nos fins do século IX e o reino da Boémia foi uma potência regional com significado que veio a cair sob influência dos Habsburgos e passou a fazer parte da Áustria-Hungria. Depois do colapso deste estado, que se seguiu à Primeira Guerra Mundial, os checos e os seus vizinhos eslovacos juntaram-se e formaram a república independente da Checoslováquia em 1918. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Checoslováquia caiu na esfera de influência soviética conseguindo recuperar a liberdade em 1989 por via de uma “Revolução de Veludo”, pacífica. A 1 de Janeiro de 1993, o país separou-se em dois pacificamente, resultando em países independentes: República Checa e Eslováquia.


Castelo de Praga

Atravessámos o país desde a fronteira com a Polónia até Praga, onde ficámos alguns dias. Depois continuámos a travessia em direcção à Áustria. Adorei Praga, fiquei com vontade de voltar. Até guardei algum dinheiro, não sei é se ainda lá voltarei a tempo… Cidade também amada por Franz Kafka e Mozart, entre outros.

Vista da cidade, rio Moldava

Conhecida como "cidade das cem cúpulas", Praga é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa, famosa pelo extenso património arquitectónico e rica vida cultural. Situada na Boémia central, a cidade localiza-se sobre colinas, em ambas as margens do rio Vltava (Moldava), pouco antes da sua confluência com o rio Elba. O curso sinuoso do rio através da cidade, cheia de belas e antigas pontes, contrasta com a presença imponente do grande Castelo de Praga em Hradcany, que domina a capital na margem esquerda.

Ponte Karlov (Carlos)


Relógio astronómico, Praça da Cidade Velha
Igreja Tyn, Torre da Pólvora, Casa com símbolo


Antes do século XVIII, as residências e lojas de Praga eram identificadas por símbolos pintados ou entalhados nas fachadas sendo este, actualmente, um aspecto importante da arquitectura da cidade: imagens de santos, animais, instrumentos musicais… 




Catedral de São Vito, Igreja N. Srª da Vitória, Menino Jesus de Praga

A Catedral de São Vito, construída juntamente com o castelo de Praga, é de estilo gótico e nela destaca-se, entre outras, a grande Capela de São Venceslau do século XIV, compreendendo mais de 1.000 pedras semi-preciosas e frescos de temas bíblicos.

A Igreja de Nossa Senhora da Vitória, de estilo barroco, situa-se na travessa das Carmelitas no Bairro Pequeno e nela encontra-se a famosíssima estátua do Menino Jesus de Praga.


Praça Venceslau

Numa das noites fomos ver um espectáculo de danças típicas destes dois países.


sábado, 1 de agosto de 2009

Áustria e Hungria

Avião para Viena, depois seguimos de autocarro para Budapeste, na Hungria. O périplo continuou com a travessia da Eslováquia em direcção à Polónia. Regresso pela República Checa e novamente Viena.

ÁUSTRIA

Viena conta com uma particularidade arquitectónica que foi denominada Ringstrasse e foi idealizada e construída no século XIX, influenciada pelo nascente modernismo, marcando uma mudança paradigmática no que era o planeamento urbano de então. É cortada pelo rio Danúbio, um dos maiores símbolos da cidade e de essencial importância para a economia vienense.

Viena, Catedral

A Catedral de Saint Stephan (Stephansdom) é uma das maiores catedrais góticas medievais que remonta ao século XI e abriga supostamente os restos mortais dos Três Reis Magos.

Opera, Karl Platz, Stadtpark

A cidade é um importante centro de música erudita muitas vezes mencionada como a Cidade dos Músicos. Foi a cidade natal de diversos escritores, compositores e artistas em geral, destacando-se entre eles Strauss e também Freud.

 
Palácio Schönbrunn

Viena tem vários palácios, como o Palácio de Schönbrunn que, com os seus jardins, ilustram os gostos, interesses e aspirações dos sucessivos monarcas da Casa de Habsburgo. Os salões do palácio amarelo lembram o tempo em que aí viveu Sissi, esposa de Francisco José, Imperatriz da Áustria e Rainha da Hungria.

Kursalon

À tardinha assistimos a um espectáculo das famosas valsas vienenses no Kursalon e, em seguida, fomos jantar a uma típica taberna de Grinzing.
 
Grinzing

O Império Austro-Húngaro foi um vasto e importante Estado europeu, sucessor do Império Habsburgo. Resultou de um compromisso entre as nobrezas austríaca e húngara, em 1867, e foi dissolvido em 1918, após a derrota na Primeira Guerra Mundial, conforme as exigências do Tratado de Versalhes.


HUNGRIA

Budapeste foi fundada em 17 de novembro de 1873 com a fusão das cidades de Buda, na margem direita do Danúbio, com Peste, na margem esquerda. Os seus habitantes chamam-se budapestinos. Em 1541, Buda e Peste caíram sob domínio otomano e a primeira passou a ser a sede de um paxá turco. A área foi reconquistada pelos Habsburgos em 1686. Ao longo dos séculos XVIII e XIX, Peste cresceu rapidamente e tornou-se um centro comercial.

Igreja Matias, Bastião dos Pescadores

Em Buda situa-se a Igreja de Matias, com 700 anos, onde os reis eram coroados. O telhado é feito de cerâmica em mosaico colorido, uma obra de arte. Ao lado da igreja há um terraço construído no final do século XIX, o Bastião dos Pescadores, de onde se tem uma espectacular vista de Peste, no outro lado do rio Danúbio. Há 5 torres redondas que representam as tribos magiares que formaram a Hungria. O nome tem origem no antigo mercado de peixe que existia nas proximidades durante a Idade Média.

Ponte das Correntes, Parlamento

Daí avista-se a famosa Ponte Széchenyi (Ponte das Correntes) e, ao fundo, o Parlamento da Hungria, talvez o mais famoso edifício da cidade, no seu sumptuoso estilo neogótico de grande dimensão.

Praça dos Heróis, cruzeiro, dança típica

E não faltou um cruzeiro no Danúbio com um buffet cheio de comidinha apetitosa. À noite, jantar acompanhado de espectáculo de música cigana e dança folclórica.