domingo, 19 de janeiro de 2014

Israel, Norte

Reentrei em Israel pela fronteira de Allenby Bridge, uma ponte que cruza o rio Jordão a norte do Mar Morto. Depois dos procedimentos de imigração, controlo de bagagem e passaporte e das perguntas típicas sobre o que se vai ver e fazer em Israel (com insistência na questão de Westbank), saímos finalmente do edifício fronteiriço. Aqui esperam-nos os tais taxis coletivos que, ao atingirem os dez passageiros, nos conduzem para Jerusalém.
No caminho passamos por rápidos check-points e constatamos uma vez mais o controlo feito ao povo palestino ao mesmo tempo que obervamos o gigante muro de separação entre Israel e Cisjordânia.
Em Jerusalém fui direta à rodoviária e apanhei um autocarro para Tiberíades onde cheguei às vinte horas. Procurei então a Rabbin Square e a Tiberias Hostel que vira mencionada num guia de viagem de alguém. Não tinha reserva mas calculava que este não seria dos sítios mais procurados nesta altura de passagem de ano. 
E encontrei mesmo o que procurava: sossego! Fiquei num dormitório de quatro camas, com casa de banho interior, só para mim. As instalações do albergue são novas e o preço ronda os dezassete euros por noite com pequeno-almoço. O dono é uma simpatia, repartiu connosco a ceia que ele próprio cozinhou e foi juntamente com ele, um hóspede inglês e toda aquela malta de famosos expostos à nossa frente que brindei ao Novo Ano de 2014.
Tiberíades foi fundada em cerca de 20 d.C. por Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande, e é hoje a localidade principal às margens do Mar da Galileia que, na verdade, é um lago com cerca de 19 km de comprimento e 13 km de largura. Está situado a pouco mais de 200 metros abaixo do nível do mar e o seu afluente principal é o rio Jordão. A nordeste deste lago ficam os montes Golã. 
Muitas das histórias do Evangelho ocorreram em volta desta área da Galileia. Foi aqui que Jesus passou a maior parte ativa do seu ministério, foi aqui que proferiu o maior número dos seus discursos e foi também aqui que ocorreram a maior parte dos seus milagres.
Há, pois, vários locais interessantes a visitar à volta do lago, não muito distantes uns dos outros e que facilmente se visitam de carro. E alugar carro é uma boa forma de visitar Israel. Mas, quando esse não é o caso e os transportes públicos nos limitam as manobras, uma alternativa perfeitamente funcional e que nos permite conhecer gente simpática é visitá-los à boleia. Também é possível fazer cruzeiros no lago.
Comecei pelo Monte das Beatitudes, dez quilómetros a norte de Tiberíades, onde reencontrei outro hóspede do mesmo albergue em Tiberíades, um neozelandês que já conhecia bem a zona. Aliás, tive a oportunidade de falar com estrangeiros de várias nacionalidades que aqui se fixaram ou que visitam Israel regularmente. No cimo do monte existe uma igreja octogonal, construída pelo arquiteto italiano Antonio Barluzzi, que recorda as Oito Beatitudes. Terá sido neste monte que Jesus pronunciou o Sermão da Montanha:
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados;
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra;
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados;
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia;
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa." (Mt 5:3-10)

Depois das Bem-Aventuranças, Jesus compara os crentes com o Sal da terra e a Luz do mundo, realçando a enorme força do testemunho e a importante função dos discípulos, especialmente dos pregadores, que é sobretudo a de preservar e proteger a humanidade contra as influências malignas da corrupção e da maldade (a função do Sal) e ajudar a humanidade a conhecer, através da sua fé e do seu bom exemplo iluminadores, o caminho da salvação (a função da Luz).
Abaixo do Monte, em Tabgha, fica a Igreja da Primazia de Pedro, mesmo na orla do lago. A igreja, construída pelos franciscanos em 1934 sobre fundações bizantinas, comemora a terceira visão da pós-ressurreição de Jesus pelos apóstolos. Aqui eles teriam comido juntos e Jesus apontou Pedro para o ofício da Primazia com as palavras: "Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas...". A rocha que emerge no centro do piso da igreja é a "mesa" na qual eles comeram.
E estava eu a comer o meu farnel, sentada numa rocha à beira do lago, quando ouço uns ruídos atrás de mim. Vi então de perto este animal que, como diz o painel na árvore, aparece três vezes citado na Bíblia. O hírax ou damão-do-cabo é uma das quatro espécies vivas da ordem dos hiracóides cuja distribuição é limitada à África e ao Oriente Médio.
A menos de 500 metros situa-se a Igreja da Multiplicação dos Pães e dos Peixes, o local tradicional onde se deu o milagre que Jesus realizou para alimentar a multidão que O veio ver e ouvir. A rocha em que este milagre ocorreu tem sido o altar de sucessivas igrejas, a primeira construída no séc IV. Ainda permanece na igreja atual o pavimento de mosaico ilustrando pássaros e plantas, nas alas, e os pães e peixes, em frente ao altar.
A poucos quilómetros fica Capernaum, atuais ruínas da "Cidade de Jesus", situada próxima da importante Via Maris (Estrada do Mar) que ligava o Egito à Síria e ao Líbano passando por Cesareia Marítima, e que terá sido eleita por Jesus de Nazaré para transmitir a sua mensagem. Escavações revelaram a existência de uma antiga sinagoga onde Jesus orou e ensinou durante boa parte do seu ministério de dois anos ao longo do Mar da Galileia. Aqui terá também recrutado quase todos os seus discípulos e realizado alguns milagres.
As escavações puseram igualmente a descoberto casas que remontam ao século I a.C., uma igreja octogonal bizantina contendo um batistério e o que se crê ser a Casa de Pedro, atualmente protegida por um memorial com piso de vidro construído sobre ela. Grafites gregos, aramaicos, siríacos e latinos testificam o facto de a cidade ter sido visitada por peregrinos cristãos no século IV.
Depois dirigi-me para Yardenit, dez quilómetros a sul de Tiberíades, onde inúmeros peregrinos cristãos, de todas as nacionalidades, afluem para se banharem nas águas sagradas do rio Jordão. Envergando vestes brancas, cumprem a tradição das escrituras neste sítio em que o rio Jordão deixa o Mar da Galileia e que é gerido por um kibbutz das redondezas.
Na verdade, o batismo de Jesus por João Batista terá ocorrido em Qasr el Yahud, a norte do Mar Morto e a leste de Jericó, atual Cisjordânia, que, durante séculos, foi o sítio batismal mais importante para os peregrinos. Após o conflito árabe-Israel, por decisão do Ministério do Turismo de Israel em 1981, Yardenit foi habilitada com todas as instalações necessárias para os peregrinos participarem na celebração/renovação do batismo.
O rio Jordão é o curso de água mais importante da Terra Santa, ao qual estão ligados vários acontecimentos religiosos. Constitui uma fronteira natural entre Israel e a Jordânia e tem a sua origem nas neves do monte Hérmon, uma montanha com 2814 metros de altitude localizada na fronteira Líbano-Síria. Desce de 68m acima do nível do mar para 212m abaixo, ao entrar no lago de Tiberíades, e retoma o seu curso descendo até ao Mar Morto, 400m abaixo do nível do mar. O percurso sinuoso que o Jordão toma prolonga o seu percurso real em cerca de 300km. As suas margens, em especial no troço de montante que transporta água doce, são muito aproveitadas para agricultura, tanto do lado de Israel como da Jordânia. No seu trecho final, o rio corre entre margens desérticas, tendo como característica principal o progressivo aumento de salinidade. Penetra doce no Lago de Tiberíades mas saliniza a partir daí até chegar ao Mar Morto cuja salinidade é perto de dez vezes maior que a média dos oceanos.
A caminho de Nazaré fica Caná, onde Jesus realizou o seu primeiro milagre transformando água em vinho num casamento -Bodas de Caná- em que Jesus e seus discípulos eram convidados. (João 2:1-11) O milagre em Caná é contado como um dos Mistérios Luminosos do Santo Rosário.
Há duas igrejas em Caná, uma igreja Grega Ortodoxa e a igreja Franciscana do Milagre que foi construída em 1879 sobre as ruínas da sinagoga da vila, onde se acredita que o casamento tenha ocorrido. Na cripta há um cântaro antigo considerado uma réplica de um dos seis jarros originais usados para conter água no momento do milagre. Muitos jovens ainda aqui celebram os seus casamentos.
Chego, então, a Nazaré e fico hospedada no Abu Saeed Hostel, uma pequena hospedaria com ambiente familiar, situada no coração da cidade velha e onde conheci, entre outros viajantes, um simpático grupo da Polónia que viajava de carro por Israel.
Nazaré é a capital e maior cidade do distrito Norte de Israel. Também funciona como uma capital árabe para os cidadãos árabes de Israel que constituem a vasta maioria da população local. E é também um importante centro de peregrinação cristã uma vez que aqui se situam muitos santuários que celebram as associações bíblicas.
De acordo com o Novo Testamento, Nazaré era a terra natal de José e Maria e o local da Anunciação, quando Maria foi informada pelo arcanjo Gabriel que ela seria mãe do "Filho de Deus". E foi aqui que Jesus passou parte da sua vida desde que voltou do Egito durante a infância até aos seus 30 anos de idade.
Nazaré, Igreja da Anunciação
Do lado oposto à Basílica da Anunciação, onde encontramos um bonito painel de azulejos de António Lino, está a Igreja de São José, construída sobre a caverna que servia como oficina de José. Outra tradição reza que foi a casa da Sagrada Família. A igreja atual foi construída sobre os restos das igrejas Bizantina e Cruzada que ainda podem ser vistas na cripta com a sua pia batismal. Abaixo da cripta fica a Caverna Sagrada e, ao lado, uma cisterna.
Igreja de São José e Poço de Maria
A tradição grega-ortodoxa defende que a anunciação teria ocorrido quando Maria estava a retirar água de um regato próximo e, ali, construiu a Igreja Grega Ortodoxa da Anunciação que data de 1741 e é também conhecida como a Casa de Maria.
De Nazaré prossegui, de autocarro, para Haifa, uma cidade no litoral que se derrama das colinas do Monte Carmelo até ao mar. O homem pré-histórico vivia ali nas cavernas do Carmelo e, antes da chegada dos israelitas, havia os fenícios na costa de Shikmona que introduziram a arte da produção de vidro com a fina areia de sílica da praia. Hoje em dia, Haifa é um porto moderno onde chegam todos os tipos de transatlânticos de luxo, petroleiros, cargueiros e outros navios, e um dos principais centros de alta tecnologia de Israel.
Apanhei o metro, ou melhor, uma espécie de elevador, para admirar, à noite, esta cidade cuja paisagem é dominada pelo domo dourado do templo de Bahai. A fé Bahai teve a sua origem no Irão, onde os seus seguidores se separaram da fé xiita muçulmana existente. O seu fundador, Baha'u'llah, foi exilado do seu país natal no final do século XIX e veio para Akko e Haifa, depois de ter sido perseguido nos países muçulmanos vizinhos. Os membros da fé Bahai, que destaca a Unidade de Deus e a Fraternidade da Humanidade, estabeleceram o seu templo e o seu centro mundial em Haifa.
O templo tem nove lados, representando as nove maiores religiões do mundo, e está rodeado por impressionantes jardins que se expandem por 19 terraços, contendo o mais alto os Jardins Persas, onde está sepultado "o Bab", o Precursor da fé. 
De comboio, e rodeada por jovens militares, tanto rapazes como raparigas, que se vêem por todo o lado, fui visitar Akko, a cerca de 16 km de Haifa. Também conhecida por Acre, esta localidade foi outrora uma importante cidade portuária, estrategicamente situada na costa do Mediterrâneo, e que teve o seu apogeu durante a época dos Cruzados que a tornaram na sua capital.
A Cidade Antiga de Acre é povoada desde o período fenício. A atual cidade é caracteristicamente uma cidade fortificada dos séculos XVIII e XIX, com típicos elementos urbanos como a cidadela, mesquitas, caravançarais e banhos.
Fortaleza de Akko
O que resta da cidade das cruzadas, datando de 1104 a 1291, permanece quase intacto, providenciando uma excecional imagem do planeamento urbano e das estruturas da capital do Reino de Jerusalém que foi comandado pelos Cavaleiros de São João. Na época, a riqueza e o rendimento económico de Acre eram lendários.
O enorme complexo de salas com teto em arco testemunham a grandeza da cidade dos Cruzados. Eram usadas como dormitórios, refeitórios, hospital, hospedaria e com propósito cerimonial.
Um túnel subterrâneo secreto levava ao cais para permitir a fuga dos cavaleiros em caso de cerco.
Em 1775, Ahmed el-Jazzar, conhecido como "o Açougueiro" pela sua crueldade, construiu a Grande Mesquita, usando colunas de mármore importadas de Ascalom e de Cesareia. Com a ajuda dos ingleses, el-Jazzar subjugou o cerco de dois meses dos soldados de Napoleão em Acre em 1799.
Após o advento dos barcos a vapor, o porto perdeu a sua importância. No entanto, este local pitoresco é, sem dúvida, uma visita obrigatória em Israel.
Ruínas do antigo porto de Akko
Regressei a Haifa de comboio e, no mesmo dia, continuei de "sherut" para Tel Aviv onde, desta feita, me reencontrei com uma amiga que não via há cinco anos, desde que ela me visitara em Portugal, mas com quem sempre mantive contacto. O seu apartamento, bem localizado no centro da cidade, permitiu-me aceder a pé aos pontos mais interessantes de Tel Aviv-Yafo.
Tel Aviv, situada na costa mediterrânica, é a segunda maior cidade de Israel e muitas vezes referida como a sua capital funcional e reconhecida internacionalmente, pois as Nações Unidas e todos os outros países não reconhecem Jerusalém como capital. 
Foi fundada por uma comunidade judaica em 1909 nos arredores da antiga cidade portuária de Jaffa (em hebraico Yafo; em árabe Yaffa) que tinha população maioritariamente árabe, e o seu crescimento logo ultrapassou o de Jaffa.  Note-se que a população local, e a de Israel como um todo, cresceram muito com a imigração após a subida de Adolf Hitler e dos nazis ao poder na Alemanha em 1933 e, posteriormente, depois da Segunda Guerra Mundial.
Durante a Primeira guerra israelo-árabe (14 de Maio de 1948), após ser proclamado o Estado de Israel, a capital foi momentaneamente transferida para Tel Aviv durante o bloqueio a Jerusalém, regressando o Governo a esta cidade em 1949. A maioria dos países, no entanto, manteve as embaixadas em Tel Aviv. Em 1950, as cidades de Tel Aviv e Jaffa foram unificadas (Tel Aviv-Yafo) tornando-se o centro comercial e financeiro do Estado, bem como centro de cultura e entretenimento. Tel Aviv tem a segunda maior economia do Médio Oriente a seguir ao Dubai e é a 31ª cidade mais cara do mundo.
Pagoda House, Tel Aviv
A Cidade Branca de Tel Aviv, considerada Património Mundial pela UNESCO em 2003, dispõe da maior concentração do mundo de edifícios de estilo Bauhaus e há visitas guiadas gratuitas aos sábados para conhecer esta arquitetura característica da cidade. O estilo, originado na Alemanha, baseia-se em formas geométricas simples e assimétricas e foi levado na década de 1930 por arquitetos judeus europeus que fugiram do regime nazi. Apesar de terem surgido novos estilos arquitetónicos, incluindo modernos arranha-céus, o modelo dominante de Tel Aviv é ainda a profusão de "pequenos edifícios com forma de caixas e teto branco" que refletem a tradição Bauhaus da arquitetura modernista da cidade.
Aos domingos há também visitas guiadas gratuitas na Antiga Jaffa e, uma vez mais, juntei-me ao grupo que se ia formando à volta da Torre do Relógio que foi construída em 1900, durante o império otomano, para comemorar o 25º aniversário do reino do sultão turco. 
A Cidade Velha de Jaffa situa-se a sudoeste da cidade, numa colina que oferece vistas panorâmicas do litoral de Tel Aviv. Sempre teve uma importância estratégica na história militar e foi alvo histórico de conquistas e reconquistas. A evidência arqueológica mostra que o porto natural de Jaffa tem sido usado desde a Idade do Bronze. Era um importante ponto de paragem na rota comercial antiga, a Via Maris, que ligava o Egito à Mesopotâmia e o norte.
Jaffa foi mencionada em fontes do Antigo Egito e na Bíblia hebraica (Livro de Josué), como porto de entrada para os cedros do Líbano usados na construção do Templo de Salomão e do Segundo Templo de Jerusalém. Foi governada por persas e fenícios e Alexandre, o Grande, também passou por aqui. Esteve nas mãos dos Cruzados e sob o domínio árabe, até que foi anexada pelo Império Otomano no século XVI. Em 1799, foi conquistada por Napoleão Bonaparte e na Primeira Guerra Mundial foi reconquistada pelas tropas britânicas.
A mitologia diz que o nome da cidade vem de Jafé, um dos filhos de Noé, aquele que a construiu após o Grande Dilúvio. A tradição helenista liga o nome a Cassiopeia, mãe de Andrómeda. Um afloramento de rochas perto do porto tem a fama de ter sido o local onde Andrómeda foi salva por Perseus. Plínio, o Velho, associou o nome com Jopa, filha de Éolo, o deus do vento. O geógrafo árabe Al-Muqaddasi refere-se a ela como Yaffa.
Jaffa
Foi daqui também que, segundo a Bíblia Hebraica (Tanakh/Antigo Testamento), saiu o profeta Jonas, por volta do século VIII a.C., em direção a Társis, antes de ser engolido por uma baleia. A história bíblica de Jonas repete-se, com algumas diferenças, no Alcorão.
O Novo Testamento diz que Pedro aqui esteve na casa de Simão e aqui teve a sua visão, sendo levado à primeira pregação do Evangelho aos gentios. A Igreja de São Pedro, datada do século XVII, tem o altar voltado para Ocidente mostrando que  daqui o Cristianismo se expandiu para os outros povos. A torre da igreja avista-se de toda orla servindo, assim, como um farol para os peregrinos, sinalizando a proximidade da Terra Santa.
Hoje Jaffa está toda revitalizada, atraindo turistas de Israel e de todo o mundo. Possui uma comunidade árabe, mulçumanos e cristãos, concentrados no bairro Ajami. As suas casas de pedra e ruas estreitas abrigam o pitoresco quarteirão dos artistas e um centro para turistas.
Mas encontramos também bunkers já que Tel Aviv tem sido, por diversas vezes, alvo de ataques terroristas, pois fica relativamente próxima das áreas conflituosas da Faixa de Gaza e Cisjordânia. Durante a Guerra do Golfo, em 1991, Tel Aviv foi alvo dos mísseis Scud iraquianos e um dos mais notórios atentados foi o de Dizengoff Center em 2009, ocorrido durante as festividades do "purim".
Tel Aviv também conta com mercados pitorescos e agitados como o "mercado das pulgas" em Jafa e o mercado Carmel, onde podemos apreciar, com todos os sentidos, os produtos do país e da região. E foi neste mercado que passei as últimas horas na cidade, antes de me dirigir, num shuttle grátis que parte da estação de comboios, para o aeroporto de Ben Gurion.
A romã vê-se aqui por todo o lado e há bancas pelas ruas que servem sumo de romã feito na hora. Segundo cientistas israelitas, a romã tem qualidades terapêuticas e pode ser usada no tratamento de várias doenças, incluindo infeções de garganta.
Resta dizer que o bilhete de ida e volta na Turkish Airlines custou pouco mais de quatrocentos euros e muito fica por conhecer nesta "Terra prometida" por Deus que tanta celeuma levanta entre os homens...

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